Plantão MALAYSIA AIRLINERS 370 - #3

A Malásia classificou o desaparecimento como um mistério sem precedentes enquanto uma gigantesca operação de busca no ar e no mar, agora em seu quarto dia, não conseguiu encontrar qualquer rastro do avião ou das 239 pessoas que estavam a bordo dele. Devido a relevância mundial, o GYN Online tem como objetivo informar os seus leitores e com isso foi criado um PLANTÃO MALAYSIA AIRLINERS 370 na qual iremos reunir todo tipo de informação sobre o caso, numerando o título de cada atualização.



Equipes ampliam área de busca do Boeing para o Mar de Andamão - 12/03 - 01h05

As operações de busca do Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido no sábado (8) foram ampliadas ao Mar de Andamão, a centenas de quilômetros a noroeste do perímetro inicialmente estabelecido, informou nesta quarta-feira (12) um funcionário malaio.

"Sim, acima de Sumatra se encontra o Mar de Andamão", disse à AFP o chefe da Aviação Civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, respondendo a uma pergunta sobre a ampliação da área de busca.

O Mar de Adamão é limitado ao norte pela ilha indonésia de Sumatra, e ao leste e ao norte por Tailândia e Myanmar (antiga Birmânia).

A ampliação da área foi anunciada após a Força Aérea da Malásia informar que o avião do voo MH370 mudou de rota antes de sumir com 239 pessoas a bordo, de acordo com leitura de radares.

Caixa-preta

Está sendo procurado também o transmissor de localização de emergência (ELT, na sigla em inglês) do MH370. Mas especialistas advertem que o dispositivo nem sempre funciona em casos de acidentes aéreos sobre regiões marítimas.

O avião tem também uma caixa-preta, que consiste nas gravações da cabine e no registro de dados do voo. Um sonar pode ajudar na sua localização, mas não a distâncias muito longas.

A Malásia acionou 18 aeronaves e 27 navios, incluindo uma embarcação capaz de detectar objetos a mil metros de profundidade.

Um grande número de policiais marítimos e membros da Força Aérea também participam da busca. E países como China, Vietnã, EUA, Tailândia, Austrália, Cingapura, Indonésia e Filipinas também contribuem com navios e equipes de busca.

A China - país de origem da maioria das pessoas a bordo do MH370 - enviou nove navios militares para a missão de resgate, um destroier e um veículo anfíbio, entre outras embarcações.

No Vietnã, estão sendo mobilizados integrantes da Marinha, Força Aérea e Guarda Costeira, informa o serviço vietnamita da BBC - ressaltando, porém, que os equipamentos usados nas buscas são antigos, da era soviética.

Longo alcance

Os EUA, por sua vez, enviaram um navio de sua Sétima Frota, que estava em treinamento no Mar do Sul da China. Helicópteros MH60 Seahawk, que conseguem operar mais de 10 horas consecutivas, têm sobrevoado o Golfo da Tailândia em busca de destroços, usando câmeras infravermelhas.

Uma aeronave americana baseada em Okinawa, no Japão, também está na região, usando equipamentos de vigilância de longo alcance, com alcance de cerca de 4 mil quilômetros quadrados e que nesta segunda-feira faria buscas no Estreito de Malaca, a oeste da Malásia.

"Do ar, conseguimos ver coisas tão pequenas como o tamanho de uma mão ou de uma bola de basquete. Então a questão não é se conseguimos ver ou não, mas sim que se trata de uma área muito ampla", disse à BBC William Marks, comandante da Sétima Frota dos EUA.

A Austrália mandou equipamentos semelhantes à missão de busca da aeronave desaparecida, que tinha entre seus passageiros seis australianos e dois neozelandeses.

O premiê australiano, Tony Abbott, disse que duas aeronaves de vigilância marítima da Força Aérea do país estão sendo empregadas na busca.

E Cingapura mandou dois navios militares, um submarino - que ajudará nas buscas dentro do mar - e um barco de resgate, bem como um helicóptero e uma aeronave.

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