Operários do novo aeroporto de Goiânia protestam contra condições de trabalho

Operários que trabalham na obra de construção do novo aeroporto de Goiânia realizaram no início da manhã desta sexta-feira (31/1) uma manifestação no canteiro de obras onde está sendo construído o terminal de passageiros da capital. De acordo com os trabalhadores, o ato se dá pelas más condições de trabalho e os baixos salários. Além disso, o grupo reclama da falta de veículos de transporte para a obra, de plano de saúdes, do baixo valor do vale-alimentação (de R$ 80) e da falta de alojamentos para os funcionários de outras localidades.

O protesto começou por volta das 7h45 com a interdição da BR-153, que foi desobstruída às 8h15. Uma negociação entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os manifestantes desbloqueou a rodovia. De acordo com o assessor de comunicação da PRF, o inspetor Newton Moraes, de 50 a 80 manifestantes estavam na BR. “A bagunça não durou mais de 30 minutos”, relatou.

Os operários falaram que enquanto na carteira de trabalho os salários estão registrados em R$ 1.100 mil, recebem efetivamente R$ 800. No entanto, todo trabalho que tem o documento assinado recebe descontos nos vencimentos. Eles argumentam que a média salarial para a função que atuam é de R$ 2.200 mil. Outro motivo de reclamação é pelo fato dos funcionários fazerem horas-extras no sábado e domingo, mas sem o devido recebimento. A imprensa acompanha a movimentação no local e, desde mais cedo, comentava-se a possibilidade de invadir a pista de pouso de decolagem do Aeroporto Santa Genoveva. Representantes das empresas responsáveis pelas obras estiveram no local para negociação.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) com sede em Brasília confirmou que questões trabalhistas motivam a manifestação. A empresa que administra grande parte dos aeroportos do país informou que os repasses para o consórcio Via/Odebrecht normalmente. A quantidade e a frequência da destinação dos recursos não foram divulgadas até o momento. Já a sede da Infraero em Goiânia informou que está acompanhando a busca pela solução do problema.

Nota de Esclarecimento

O Consórcio Odebrecht/Via Engenharia informa que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista. Os salários praticados estão dentro do piso para as categorias e foram previamente acordados com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada (STICEP). O consórcio oferece condições de trabalho adequadas, respeitando todas as normas de segurança. Os funcionários dispõem de área para descanso e restaurante com nutricionista.

Jornal Opção

Comentários

Marcion Silva disse…
se esta dentro da lei, por que a greve? empresa problemática.
Kleudson disse…
A PRF negociou com os manifestantes da seguinte forma:"VAZA TODO MUNDO DAQUI AGORA, ACABOU A PALHAÇADA!!!" Isso claro, segurando fuzis maior que eles quase.